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Publicado em
15/10/2020
Como Estruturar o Marketing Pós Pandemia, Olhando para 2021? — PARTE II

A primeira parte do texto falou sobre a importância que terá o planejamento das empresas para o próximo ano, principalmente para seus departamentos de marketing. Excepcionalmente agora, neste mês de Outubro, planejar demandará mais do que preencher frameworks. As equipes terão que investir energia, criatividade e capacidade de solução de problemas para criar planos que levem os negócio a outros patamares a partir de 2021.

Não vamos conseguir resolver os problemas do próximo ano com os mesmos pensamentos, ferramentas e estratégias que nortearam o marketing digital até aqui. Isso é claro para sua empresa?

Esse desafio não é fácil de ser resolvido e muito menos confortável. Basicamente porquê: 2020 foi um ano fora do padrão e certamente não nos servirá de referência; ainda não está claro o que nos espera no ano que vem; considerando que 2021 será fundamental para a retomada do ritmo pré-pandemia, precisamos encará-lo como um ano de oportunidades e irmos além.

Também no primeiro artigo sugerimos algumas prioridades que firmemente acreditamos serem relevantes para qualquer equipe em planejamento para 2021. Relembrando rapidamente o que discutimos:

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Começando pela implementação de tecnologias baseada em inteligência artificial que facilite a análise dos dados proprietários da empresa. Essa prioridade vai em favor da capacidade analítica e, consequentemente, estratégica das equipes ampliando ambas.

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A segunda foi a revisão profunda dos KPIs, buscando o que chamamos de KPIs inteligentes. Utilizar os KPIs elementares (pageviews, conversões, bounce rate, p. ex.) como meio e não como fim. Assim, instituindo novos KPIs a partir de novas correlações entre os mesmos.

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E a terceira prioridade é a construção de experiências muito mais relevantes para os clientes. O engajamento de clientes com empresas em uma relação que faz sentido definirá os líderes, e até sobreviventes, nas competições de mercado.

Agora que já sabemos quais são as prioridades estratégicas, vamos para a segunda parte. Spoiler: integração entre times e capacidade de execução são fundamentais no jogo.

Líderes nunca foram tão necessários

Podemos apostar que muitos líderes nunca foram tão desafiados quanto nos últimos meses. Interpretar as variáveis, enxergar as possibilidades e tomar as decisões, tudo isso praticamente ao mesmo tempo, realmente não foi tarefa fácil. Tão desafiador quanto isso certamente foi “recalibrar” a equipe. Isto é, garantir a adaptação das pessoas às novas condições com o mínimo de perdas e danos aos indivíduos e sua produtividade. Para 2021 fica claro que o papel dos líderes ganhará ainda mais importância. Ainda será necessário um grande investimento de atenção para interpretar os sinais do mercado, traduzi-los em estratégia e engajar operacionalmente os times. Ao mesmo tempo construir visões mais duradouras que servirão de base para a recuperação e consolidação da empresa pós pandemia. Isso pode significar manter-se no plano estratégico traçado lá atrás ou, quem sabe, trilhar novos caminhos (totalmente ou parcialmente novos).

Para contribuir com o sucesso dessa missão, veja a tabela abaixo com quatro pilares que te ajudarão a focar sua liderança ao longo do próximo ano:

Fonte: "A Lot Will Change — So Must Leadership" BCG, 2020 (Adaptado por MuchMore)

Equipes alinhadas, valorizadas e motivadas

Os times de uma empresa são seu principal ativo. Essa frase parece muito caxias e soa como jargão. Porém ela nunca foi tão verdadeira quanto agora. Prova disso são as milhares de pessoas trabalhando em home office desde Março, totalmente dispersas, porém tão produtivas quanto antes. As empresas se fragmentaram em indivíduos, e os prédios que antes eram o maior símbolo de uma organização, perderam parte do seu sentido. Na mesma direção, em 2021 os gestores deverão ter um plano para suas equipes e levar isso a sério. Um plano que contemple inclusão, valorização, crescimento, equiparação salarial e liderança real. Nos Estados Unidos, durante a pandemia, a oferta de vagas para profissionais especializados em diversidade, equidade e inclusão caiu 2x mais que outros cargos, mostrando que isso ainda não tem sido prioridade, como mostra o estudo realizado pelo Glassdoor.

Opiniões de funcionários sobre as políticas de inclusão em suas empresas

Fonte: Glassdoor Jul/2020

Chegamos em um ponto de não retorno, no qual as empresas devem se posicionar sobre isso. Não estamos falando sobre veicular propaganda com casais gays ou mulheres negras. Muito além disso! Estamos falando de concretamente definir e praticar políticas internas inclusivas, que fomentem a igualdade e a evolução das pessoas. Também com a mesma força se posicionem contra tudo que tange a exclusão preconceituosa, a diferenciação injusta e o abuso em qualquer formato. Essa agenda é urgente porque o futuro breve não tolerará algo diferente desse caminho, tanto na atração de novos talentos quanto no relacionamento com os próprios consumidores.

Sim, marketing e vendas estão no mesmo barco

Antigamente era muito comum que os departamentos de marketing e comercial fossem como dois feudos separados por uma trincheira. Isso pela tamanha ausência de colaboração entre eles. Sabemos que essa configuração é obsoleta e colabora fortemente com a ineficiência da empresa. Principalmente em um contexto de retomada, a soma de forças é condição obrigatória, assim como o alinhamento de ideias e a priorização de ações.

Independentemente do seu negócio ser B2B, B2C ou qualquer variação disso, o que marketing e comercial precisam ter em mente é que agora ambos devem estar sintonizados para que possam antecipar-se ao cliente. Isso quer dizer ir até o cliente com algo a oferecer antes que ele venha com um pedido.

Não estamos falando aqui em ficar no pé do cliente tentando vender algo. O sentido é ser empático, entender o momento do cliente e ajudá-lo antes que ele peça. Nos negócios B2B a construção dessa relação será definidora em 2021.

Como diz Jared Belsky, CEO da agência 360i e autor do livro “The Great Client Partner” sobre a relação com os clientes:

Já em negócios B2C a empatia e antecipação vem do grau de proximidade com o cliente através dos canais onde ele está. Nesse caso, existe uma fórmula infalível para o pleno entendimento do desejo de um cliente: análise de KPIs inteligentes (falamos sobre isso no último texto) + análise qualitativa dos canais (SAC, comentários e reviews no site, reclamações do Reclame Aqui, feedback dos vendedores) + entrevista cara a cara (ou tela a tela).

A proximidade com o cliente destravará tanto as ideias estratégicas de markerting quanto as abordagens comerciais, colocando a empresa em uma posição competitiva muito vantajosa.

Pra fechar…

Sabemos que há muito ainda a ser feito e que 2020 exigiu de nós todos um pouco além da conta. Mas como dissemos no início dessa série, tente olhar pra frente sob o viés das possibilidades: de mudança, de melhoria, de inovação, de oportunidade. Temos certeza que o próximo ano será cheio de novidades desafiadoras, mas nada além do que você e seu time não possam encarar.

Aqui o resumo dos 6 pontos que nós abordamos:

Fique firme, planeje-se e vamos em frente! 😉

Caique Oliveira
ESCRITO POR
Caique Oliveira

Business Product Designer que trabalha para transformar evidências de consumidores, percepções de mercado, informações de dados e até mesmo ideias vagas em uma proposta de valor concreta e modelos de negócios sólidos.

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